domingo, dezembro 28, 2008

... e que venha 2009!

Hola personas, que tal?

Bueno, as festas natalinas já deram o seu ar da graça e ainda que eu goste de tal data "consumistã", confesso que sinto um certo alívio que advém do término da mesma. Os que trabalham ou trabalharam com vendas, marketing, atendimento, sabem do que estou falando. Toda simbologia de "amem uns aos outros" vai às favas e se divide entre impaciência generalizada, tumulto e cansaço físico de ambas partes (pendendo mais, é claro, àquele que se encontra no lado braçal da coisa, não ao consumidor desenfreado).

Mas eu sobrevivi, mais um ano, sobrevivi a esta loucura de tensão pré natal!!!!

Na minha casinha silenciosa, pude saborear o dia 24 após às 18 horas. A presença de duas pessoas queridas inviabilizou o sentimento triste de não estar perto dos meus familiares. E é tão louca essa coisa de afeto; pessoas longes podem estar tão próximas!! Neste dia, entretanto, eu fui presenteada com os olhos dos que me cercavam e com as palavras doces daqueles que estão distantes.

Claro que os passos ensaiados de 2009 estão se aproximando. É fato, então, que nestes últimos dias de dezembro, como é de praxe, sou mais uma daquelas pessoas que faz um balanço a respeito do ano que se despede lentamente.
Estive pensando em como 2008 se dividiu em três fases diametralmente opostas para mim: a impressão é de que experimentei a vida de três pessoas diferentes no corpo de uma só. E o mais curioso, é que uma fase não foi consequência da outra, num ritmo gradual; pelo contrário. Vivenciei de certa maneira, três personagens que se mantinham indiferentes à possibilidade de existência uns dos outros; e de maneira brusca, a ruptura acontecia e eu era arrastada a uma nova história.

Um peculiar gosto das coisas que nascem passageiras.

E talvez algumas situações necessariamente sejam transitórias. Quer dizer, tudo na vida é efêmero, mas aqui eu me refiro ao fato de algumas vivências evitarem o surgimento de possíveis raízes por um solo posterior. Apenas são folhas de outono, apenas despedem-se de seus galhos e se espalham à espera de passos diversos.

Um dos trabalhos que fiz este ano, me questionou, me vociferou, me libertou de estigmas e idealizações estéreis que eu em alguma época da vida, resolvi alimentar, crendo que um sonho é algo maior que a gente. Não é. Um sonho é a continuação de nós mesmos. E através deste trabalho, vivi intensamente (embora num período curto de tempo) o melhor e o pior lado de uma mesma face. Descobri que é impossível pôr em prática algo grande ou um ideal, enquanto as vozes que ali imperam ignoram o espírito de cooperação e cumplicidade - ainda mais quando não há recursos suficientes para sustentar as vaidades pessoais. Críticas são bem-vindas - no momento que estas se justificam, não quando se tornam uma espécie de vício que escondem as nossas próprias fraquezas.
Que dar o melhor de si mesmo é o mais importante - ainda que ninguém faça questão de observar isto - às vezes os melhores olhos não são aqueles que nos cercam.
Que as pessoas não estão sempre certas - na maioria das vezes não estão.

Mas quando me refiro ao melhor lado da face sugerida, é que me dei conta que há algo além, algo superior a todas as pequenas divergências cotidianas, que parecem impossíveis, grandes, terríveis demais a olhos nús.
Quando percebemos o quão frágil é a nossa existência física e que o adeus a este mundo é inevitável em algum momento, eis a perplexidade que deparamos ao nos preocuparmos com tantas imbecilidades diárias. Desde as neuroses pequenas até as mais incrédulas.

Portanto, o meu desejo a cada um de vocês, que fizeram, fazem ou farão parte da minha vida (ou àqueles que jamais conhecerei) é apenas um: não se levem tão a sério. Amem mais, se preocupem menos, vivam um dia de cada vez. Olhem para as pessoas que transitam nas ruas; digam obrigado. Ajudem um estranho, um ente querido, nem que seja através de um sorriso (este pode ser milagroso). Se tornem mais compreensivos, mais tolerantes - com o próximo e com vocês mesmos. Nada é eterno, nada é irredutível.

A única certeza é a morte. E nestes dias que virão, transformem-se mais em vida.

Um beijo a vcs!! E que venha 2009!!!!!!!!!!!!!!!!

4 comentários:

Andrieux disse...

Adorei
beijos

Ariel disse...

acho que promessas de que ano vem passaremos essas datas juntas não cabe mais né

Adriano disse...

Mil vivas a ti minha Flor!
Seus textos cada dia mais críticos, cada dia mais concisos e enaltecedores. Realmente não estamos acostumados a ohar o lado daqueles q sofrem atras dos balcões de supermercado, das linhas de telefone e principalmente aqueles q deixam tudo brilhando um dia após o outro para q possamos usufruir de um certo conforto.Infelizmente a educação e o respeito ao próximo não são pilares de nossa cultura principalmente nessas datas festivas!
E eu espero não ser uma dessas pessoas q nunca conhecerás e no que eu puder te ajudar, estou ao seu inteiro dispor, Linda!!
Parabéns!! Um Bjo!

Anônimo disse...

Odiada... sempre odiada Ane.
Sou altamente suspeito para escrever qualquer coisa sobre ti, portanto, acima de tudo... TE ODEIO guria minha!
Anderson